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sexta-feira, 10 de julho de 2020

Meu filho, vou estar de olho atento


Parabéns meu filho.

Quando ouvi seu coração bater pela primeira vez, meu chão sumiu...

Então, aos 41 anos, eu nem imaginava em ser pai novamente.

Foi um susto, mas foi, com certeza, uma das melhores coisas que aconteceram em todas as minhas vidas.



Pedro, meu filho, ao completar seus primeiros 15 anos quero que saiba do orgulho que tenho de você. 

Um homem, aos 15 anos, íntegro, inteligente, sensível, ético, alegre, feliz e, acima de tudo, um ser humano bom, que alegra e acaricia a alma de quem o conhece. 

Outro dia te disse que minha vida começou a se definir nos meus quinze anos, em 1978. Não por acaso, com certeza, o ano que sua mãe nasceu. Ou seja. Um ano decisivo na sua vida!!! Rsrs.

Não quero apenas escrever, quero, ao escrever, sentir o tanto que te amo.

Você completa seus 15 anos num ano que marcará TODAS as vidas que por este ano passaram. 

Não vai demorar muito e você vai contar para seus filhos e netos o que aconteceu em 2020. 

Como você ficou sem ver seu pai por mais de cem dias para que ele não corresse risco de ficar pelo caminho. 

De como foi treinar basquete “via internet”. 



De como foi estrear numa nova escola e num novo clube sem estar presente aos dois. 

De como o país vivia sob a égide de um maluco, cercado por outros tantos. 

De como a Olimpíada de Tóquio 2020 seria disputada em 2021. 

De como ir a qualquer lugar era um “evento” perigoso e aventureiro... 

Enfim... 

Filho, meu compositor predileto, que não é nosso parente apesar do nome, diz, em “Por Brilho” (abaixo), que “As coisas se transformam e que isso não é bom nem mau, mas que onde quer que eu esteja, o nosso amor tem brilho e que vou ver o teu sinal”.

Assim como vejo os sinais de seus avôs, como a vovó Rosa que tanto te ama e o vovô Monte que deve ter um orgulho danado de você também.

Com olhos molhados, quero que saiba que eu te amo!!! Parabéns!


quarta-feira, 17 de março de 2010

Vê mais longe a Gaivota que voa mais alto




Vê mais longe a Gaivota que voa mais alto


Ou de “como é profunda a caverna de Platão...”.


Recentemente, num treinamento que fiz, conheci um bando de malucos. Os mais lúcidos que já conheci.

Aprendi com eles, o meu bando, a amar alguém pela sua existência e não pelas suas idéias.

Aprendi, em bando, a identificar em mim o que me emociona, o que me dá coragem, o que me faz amar e até o que me faz rir feito um outro doido (doidinho... como diz meu filhotinho pequeno).

Aprendi, junto a eles, a voar alto. A ver o mundo de forma mais abrangente, com menos mesquinharias e menos problemas imbecis e bobos.

Lá de cima, já somente em minha própria companhia, aprendi a admirar as grande cadeias de montanhas... As cordilheiras. Senti  de perto o frio de seus cumes.... A dor que seu gelo impõe ao meu coração.

Lá de cima, vi a grandiosidade das águas.... Senti o frescor  das matas, das florestas e o vento no rosto de quem é livre.

Ao pousar na “minha” praia, consegui apreciar com muito mais amor, prazer e sabedoria a diferença que montes, riachos e grutas fazem ao íntimo do meu coração.

Escalei montanhas que amo. Matei minha sede num riacho de emoção e fiz rapel na escuridão com o coração na mão.

Viver é saber que tudo vale a pena.

E que amar é sinônimo de estar vivo.